"Quando eu for velha vou me vestir de roxo
Com um chapéu vermelho que não combina e não me deixa bem,
Quero gastar minha aposentadoria em conhaque, luvas de seda
E sandálias de cetim e dizer que não temos o dinheiro da manteiga.
Sentar-me no chão quando estiver cansada
Devorar amostras nas lojas e apertar botões de alarme
E raspar minha bengala pelos gradis das ruas
Para compensar a sobriedade da minha juventude.
Sairei de chinelos na chuva
Colherei flores em jardins alheios
E aprenderei a escarrar.
Poder usar blusas medonhas e deixar-me engordar
E comer dois quilos de linguiça de uma só vez
Ou apenas pão e picles por uma semana
E estocar canetas e lápis e bolachas de chope e coisas em caixas.
Mas por hora devemos ter roupas que nos mantenham secas
Pagar nosso aluguel e não xingar pelas ruas
Dando bom exemplo para as crianças.
Temos de convidar amigos para o jantar e ler os jornais.
Mas e se eu pudesse ir praticando um pouco agorinha mesmo?
Para que quem me conhece não fique chocado ou surpreso
Quando eu de repente for velha e passar a usar roxo."
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa só. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito; mas há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas há os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Antoine de Saint-Exupéry
sexta-feira, 8 de abril de 2011
JOHNNY E A LEBRE
Johnny estava fora, caminhando num belo dia, quando espiou uma lebre sob um arbusto. Ele pensou: “Que sorte! Aqui estou eu e vou pegar essa lebre, a seguir vou vendê-la. Com esse dinheiro, calculo que posso comprar uma porca jovem; vou alimentá-la de restos e ela vai me dar doze leitões. Os leitões, quando crescerem, terão doze leitões cada um. E quando estes estiverem crescidos, terei um celeiro de carne de porco. Eu venderei a carne de porco e vou comprar uma casinha para minha mãe morar. A seguir, eu mesmo posso mesmo me casar. Eu casarei com a filha do fazendeiro. Nós teremos dois filhos e eu os farei trabalhar duro e pagarei pouco. Eles dormirão demais de manhã e eu terei que gritar com eles para que se ponham de pé. ‘Levantem, seus vagabundos preguiçosos! ’, eu direi. ‘As vacas precisam ser ordenhadas’.” Johnny gostou de tal maneira dessas grandes idéias que ele realmente gritou: “Levantem, seus vagabundos preguiçosos!” E a lebre que estava sentada sob o arbusto se assustou com o barulho que Johnny estava fazendo e saiu correndo através do campo e Johnny nunca conseguiu pegá-la; e seu dinheiro, porcos, casa, esposa, fazenda e os filhos foram perdidos, tudo por causa disso.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
ABRIL
O nome do mês de abril deriva da deusa grega Afrodite (a Vênus romana). De acordo com Ovídio, esse é o mês consagrado às artes. Abril também é a estação da abertura, o mês em que a Terra se abre para receber a semente (no hemisfério Norte), as folhas crescem e as flores desabrocham. O nome anglo-saxão de Abril é Eastermonath, o mês da deusa Eostre, cujo nome é a origem da palavra Easter (Páscoa em inglês). Ela também pode ser vista como um aspecto de Afrodite. O costume de se pregar peças no dia 1º de abril é a tradição do bobo da corte. Em todas as sociedades estáveis, para que as coisas não se tornassem muito rígidas, havia períodos em que as regras podiam ser quebradas. A pedra natal de abril é o diamante.
Fonte: Almanaque Wicca 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
O QUEBRA-CABEÇAS
Texto de Amy Toohill, tradução de Sérgio Barros.
Ganhei de um amigo, há dois meses, um quebra-cabeça de 1.500 peças.
Eu não montava um quebra-cabeça desde que era criança.
É engraçado como nós deixamos de fazer certas coisas quando crescemos:
Quebra-cabeças, colorir, brincar com bonecas, pular corda, pique de esconder...
Coisas que nos trouxeram tanta alegria quando criança, nós paramos de fazer quando alcançamos uma certa idade – é uma vergonha, não é?
Devo admitir: eu realmente aproveitei o quebra-cabeças. Embora muito frustrante às vezes, era um bom desafio. Cada vez que eu achava uma peça que se encaixava, era extremamente recompensador. Bom, e daí?
Você já percebeu quantas semelhanças existem entre um quebra-cabeças e a vida?
Num quebra-cabeças, cada peça é parte muito importante no grande quadro.
Na vida, são as pessoas e os acontecimentos as partes importantes. Como peças de um quebra-cabeças, cada um de nós é único, especial em seu próprio jeito.
Embora semelhantes, não há dois iguais.
Ironicamente, são nossas diferenças que nos fazem “encaixar”.
Enquanto eu trabalhava no quebra-cabeças, havia uma peça que eu estava certa de pertencer a um ponto em particular. Mas não encaixava.
Acabava voltando a ela tentando encaixá-la, me esquecendo que já havia tentado. Eu tinha meu pensamento focado no fato de que eu sentia que a peça era daquele espaço.
Penso em quantas vezes eu fiz a mesma coisa em minha vida.
Tentando fazer acontecer coisas que simplesmente não era para ser.
Tentava várias vezes, chegava ao ponto de forçar, mas não era para ser... e nada do que eu fiz mudou isso.
Se você já montou quebra-cabeças, sabe como é perder tempo procurando um pedaço específico.
De repente parece tão óbvio... mas eu não conseguia achar. Consegui foi embaralhar ainda mais as peças. Fiquei frustrada e decidi deixar pra lá e ficar longe dele.
Quando voltei, mais tarde, achei a peça imediatamente. Estava bem na minha frente desde o começo.
Minha vida foi assim muitas vezes.
Tentava entender porque certas coisas aconteciam e do jeito que aconteciam.
Procurava a resposta por todos os lados e às vezes as respostas estavam bem na minha frente.
Era só dar uma paradinha, um pequeno passo atrás, respirar e acalmar que as respostas me encontravam.
Olhando as peças deste quebra-cabeças, eu penso nas “peças” de minha vida: minha família, meus amigos, acontecimentos, marcos e celebrações.
Uma mistura de bom e ruim, alegria e lágrima, felicidade e tristeza.
Penso em todas as peças que imaginei sem importância e sem propósito.
Reflito em todas as peças que em minha vida me fizeram perguntar: “Por que meu Deus?” “Por que isto?”
E repentinamente percebi que por causa dessas peças, outras peças se encaixaram tão bem.
Tudo em nossa vida acontece por uma razão. Cada acontecimento, bom ou mau, como uma peça do quebra-cabeças.
Deixe uma peça de fora e se quebra a harmonia inteira do produto final.
Talvez ainda não possamos entender o papel importante de cada peça em nossa vida, ainda existem muitos buracos e o quadro ainda não está claro.
Mas sei que quando minha viagem nesta vida estiver concluída, e a peça final estiver em seu lugar, eu entenderei.
E serei capaz de ver o quadro completo e a beleza de cada peça.
Até lá, eu continuarei a viver com fé. Sabendo e confiando que todas as peças que eu preciso estão aí e que é só uma questão de tempo até que se encaixem bem.
Lembrarei de que há um grande quadro, um plano para mim, e que sou incapaz de ver agora.
Acreditarei que cada peça em minha vida, mesmo as dolorosas, têm propósito e cumprem papel importante.
E quando estiver fraca, procurarei força pela oração.
Farei isto até que a obra-prima de Deus em mim estiver finalmente completa, e Ele então cochichará:
“Muito bem, está feito!”
Texto de Amy Toohill, tradução de Sérgio Barros.
domingo, 27 de março de 2011
13 linhas para se viver
Amo-te não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo.
Nenhuma pessoa merece as tuas lágrimas e quem as merece não te fará chorar.
Só porque alguém não te ama como tu desejas, não significa que não te ame com todo o seu ser.
Um verdadeiro amigo é quem te pega na mão e te toca o coração.
A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderá ter.
Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estás triste, porque nunca sabes quem poderá enamorar-se do teu sorriso.
Podes ser somente uma pessoa para o mundo mas, para alguma pessoa tu és o mundo.
Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.
Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido.
Não chores porque já terminou, sorri porque aconteceu.
Sempre haverá gente que te irá magoar. Assim, o que tens de fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem confias, duas vezes.
Converte-te numa pessoa melhor e assegura-te de saber quem és antes de conhecer mais alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.
Não te esforces tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperas.
Nenhuma pessoa merece as tuas lágrimas e quem as merece não te fará chorar.
Só porque alguém não te ama como tu desejas, não significa que não te ame com todo o seu ser.
Um verdadeiro amigo é quem te pega na mão e te toca o coração.
A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderá ter.
Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estás triste, porque nunca sabes quem poderá enamorar-se do teu sorriso.
Podes ser somente uma pessoa para o mundo mas, para alguma pessoa tu és o mundo.
Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.
Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido.
Não chores porque já terminou, sorri porque aconteceu.
Sempre haverá gente que te irá magoar. Assim, o que tens de fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem confias, duas vezes.
Converte-te numa pessoa melhor e assegura-te de saber quem és antes de conhecer mais alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.
Não te esforces tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperas.
sábado, 26 de março de 2011
PARA SEGUIR VIAGEM
Cuide das suas emoções! Elas garantem a sua estabilidade e a vida longa.
Os que sentem saudade além da medida, vivem do passado que não volta, e não conseguem presenciar o presente,encurtam o futuro.
Mais uma forma disfarçada de suicídio.
Não guarde tantas emoções! Extravase-as, liberte cada sentimento. Doe-se, ame, goste, desgoste, sinta a sua raiva,mas perdoe sempre, é mais prudente e sensato.
Aquele que carrega o ódio, leva uma cruz, sofre sempre em dobro, pela lembrança que não se apaga, e pela doença que se instala e a radiografia nem sempre mostra.
Cuidado com quem você briga! Cuidado com quem você se lança ao desafio! Cuidado com o que você fala! Preste atenção nos seus sentimentos.
Quantas mágoas você carrega e nem percebe?
Aquela dor no estômago que nunca cessa, pode ser a ausência que você não esquece. Aquele nódulo estranho, pode ser o luto mal resolvido.O amargo na boca, um amor mal resolvido, o nervosismo, amor mal-vivido.
Sempre é tempo para dar um basta na solidão, de libertar-se das correntes da ingratidão, de usar a força mágica do perdão.
Para seguir viagem, para ser mais saudável, libere as suas emoções. Compartilhe mais, guarde menos, seja breve com as emoções que afligem, mas eterno com o amor que tudo perdoa, liberta e faz crescer.
Eu acredito em você
TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
quarta-feira, 16 de março de 2011
PRESIDENTA??? ! ! !
Recebi por e-mail, concordo e estou repassando:
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um BASTA no assunto?
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada na mídia.
Presidenta???
Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
A pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O problema é dos outros (2)
Copiei um texto da revista Vida Simples outro dia aqui no blog, achando que eu era a "dona da verdade", mas noto que não existe verdade absoluta nenhuma, o mesmo autor que escreveu o texto já se contradisse na revista de Setembro. Acho que vou parar de ler tantas revistas e admirar mais a vida como ela é... "o sábio cria, vem o burro e copia" rs rs rs
domingo, 6 de junho de 2010
Orgulho Gay ou Orgulho Bêbado?
Fui passar o domingo na feirinha da Liberdade hoje. Como boa libriana antenada e aérea que sou, esqueci que estava tendo a tal da "parada gay" e topei com várias figuras no metrô e trem. Até aí tudo bem, sem preconceito nenhum da minha parte, acho o clima legal, eles são alegres, alto astral, gente legal mesmo, mas, muitos confundiram as coisas hoje...
Vi muitos jovens bebados em pleno horário de almoço! Saíram de casa assim? Tomaram vinho no café da manhã? Cadê o orgulho disso? Eu não me orgulharia nem um pouco de ser alcoolatra...
É festa, concordo, vamos festejar, concordo plenamente, mas e a educação, ficou onde, no armário?
Senti falta daquele gay de antigamente... que só saia à noite, que era discreto, glamouroso, desses, com certeza não tinha nenhum dando sopa hoje na parada... o que tinha era gente fazendo zorra por nada.... orgulho.... orgulho de quê? de baderna? de pouca vergonha? de baixaria? isso não é ser gay, isso é ser povinho... é arrumar desculpa para implantar desordem...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
As fachadas da minha cidade
O prefeito da cidade onde moro resolveu fazer cumprir a lei de poluição visual, que já é adotada pela capital de São Paulo.
Achei a iniciativa muito boa e os detalhes no mínimo, interessantes.
Vou explicar melhor: moro no mesmo lugar desde que nasci, ou seja, há mais de trinta anos. Moro próximo a uma rua de comércio bem movimentada, uma das principais da cidade.
E o efeito da lei foi muito interessante, porque a maioria das lojas teve que se adaptar ao padrão estabelecido e abrir mão de suas “fachadas majestosas”. Foi interessante ver cair a fachada daquela lojinha de grife que os jovens tanto amam e ver os letreiros por baixo de: “confeccionamos chapéus, roupas...”
Quantas casinhas humildes estavam escondidas por fachadas luminosas, elegantes...
Fiquei imaginando que o ser humano deixa revelado muitos de seus aspectos em sua vida cotidiana. Quantos, hoje em dia, não se escondem atrás de fachadas? Quantos não tiveram suas raízes, suas estruturas ofuscadas e bem escondidas atrás de letreiros luminosos piscando vinte e quatro horas por dia?
Levamos uma vida de fachada, escondendo fios soltos aqui, rachaduras ali, maquiando, mas nunca resolvendo o problema na base, apenas dando um jeitinho de ninguém ver, mas ele continua ali...
Achei a iniciativa muito boa e os detalhes no mínimo, interessantes.
Vou explicar melhor: moro no mesmo lugar desde que nasci, ou seja, há mais de trinta anos. Moro próximo a uma rua de comércio bem movimentada, uma das principais da cidade.
E o efeito da lei foi muito interessante, porque a maioria das lojas teve que se adaptar ao padrão estabelecido e abrir mão de suas “fachadas majestosas”. Foi interessante ver cair a fachada daquela lojinha de grife que os jovens tanto amam e ver os letreiros por baixo de: “confeccionamos chapéus, roupas...”
Quantas casinhas humildes estavam escondidas por fachadas luminosas, elegantes...
Fiquei imaginando que o ser humano deixa revelado muitos de seus aspectos em sua vida cotidiana. Quantos, hoje em dia, não se escondem atrás de fachadas? Quantos não tiveram suas raízes, suas estruturas ofuscadas e bem escondidas atrás de letreiros luminosos piscando vinte e quatro horas por dia?
Levamos uma vida de fachada, escondendo fios soltos aqui, rachaduras ali, maquiando, mas nunca resolvendo o problema na base, apenas dando um jeitinho de ninguém ver, mas ele continua ali...
terça-feira, 4 de maio de 2010

Maio, o mês dos casamentos, tem esse nome graças à deusa Maia, uma das Sete Irmãs Gregas (As Plêiades) e mãe de Hermes. Segundo a lenda, o próprio Hermes deu a esse mês o nome da mãe, Maia Majestas, deusa da primavera. Maio é o mês tradicional das festas e dos jogos de amor. O Dia de Maio é um dos mais importantes do ano. Ele recebe muitos nomes diferentes, um deles é La Beltaine. O nome Beltaine contém o elemento taine, que significa “fogo”. O primeiro elemento refere-se à divindade solar chamada de Beli, Belinus e Balder. Um dos nomes tradicionais das fogueiras da véspera do Dia de Maio é “fogueiras de Balder”. Beltaine é a sexta estação do ano, da união mística. Por tradição, maio é o mês do surgimento da Deusa Mãe na Terra, seja na forma das Deusas da Wicca, da Mãe Maria e de várias deusas de outras religiões. Ela também é a representante do arquétipo da Mãe. A esmeralda é a pedra natal de maio.
Almanaque W. 2010
sábado, 17 de abril de 2010
A paciência
PORArnaldo Jabor
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados. ..Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hojeem dia.Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berrosque lembram as antigas 'trabalhadoras do cais', e o bem comportadoexecutivo... 'O cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsitoque ele mesmo ajuda a tumultuar!Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, omarido uma 'mala sem alça'.Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola umachatice.O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estavademorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei acabeça, inconformado. ..Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou semsequer ler o título, dizendo que era longo demais.Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, semtempo para Deus.A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintéticados calmantes está cada vez mais em alta, onde vamos chegar?Qual é a finalidade de sua vida?Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.E você?Onde você quer chegar?Está correndo tanto para que?Por quem?Seu coração vai agüentar?Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?A empresa que você trabalha vai acabar?As pessoas que você ama vão parar?Será que você conseguiu ler até aqui?Respire... Acalme-se...O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do diavai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.. .SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA
terça-feira, 13 de abril de 2010
O problema é dos outros
Alguns anos atrás entrei em um supermercado na França e me espantei na hora de pagar as compras. Não pelos preços, mas pela ausência das sacolinhas plásticas, tão familiares para quem freqüenta as lojas brasileiras. Naquela rede francesa, como em muitas outras no exterior, quem não levar sua própria sacola de casa precisa comprar uma na hora, feita de material reciclado e resistente o bastante para ser usada várias vezes.
Lembrei-me dessa história outro dia, ao ler os resultados de um estudo sobre o uso de sacolas plásticas pelo comércio nacional. Você sabia que no ano passado nós utilizamos cerca de 15 BILHÕES delas? Isso significa que em 2009, cada brasileiro consumiu cerca de 66 sacos plásticos por mês. E, como você deve saber, o plástico é ALTAMENTE PREJUDICIAL ao meio ambiente, porque leva anos para se desintegrar.
A indústria do plástico se defende com pesquisas que mostram que 75% dos consumidores brasileiros reaproveitam sacolas plásticas para acondicionar lixo doméstico e 69% deles usam a embalagem para carregar outras compras. Tem ainda os que guardam sapatos, documentos e até os que recolhem fezes de animais com a ajuda das sacolinhas.
Da minha parte, estou convencido de que o esforço para estimular os consumidores brasileiros a reduzir o uso de sacos plásticos é inútil. E isso tem a ver com o DESCASO QUE TRATAMOS O PLANETA. Até as pessoas mais bem informadas sobre o meio ambiente se esquecem de sair de casa preparadas para trazer as próprias compras. Eu mesmo, outro dia, apesar de carregar uma mochila nas costas, aceitei um saco plástico no caixa de uma livraria. Só depois de sair da loja percebi que poderia ter poupado o planeta de mais um pedaço de plástico.
Isso ocorre porque nós, seres humanos não estamos dispostos a fazer a nossa parte para salvar a mãe natureza. A conveniência fala mais alto e pensamos que essa tarefa, afinal, deve ser encampada pelos governos e pelas empresas – não por nós. Essa atitude não aparece apenas nos supermercados.
Ano passado, pesquisa realizada pelo Ibope para saber o que os paulistanos pensavam sobre o Dia Mundial sem Carro revelou que apenas 45% deles estavam dispostos a apoiar a iniciativa. Outro estudo revelou que somente um terço dos cariocas participariam. O que se viu, entretanto, foi uma adesão ainda menor. As desculpas passam pela precariedade do transporte público, a insegurança das cidades e a pressa, entre outras.
Mas na verdade isso acontece porque estamos todos de acordo quando o assunto se refere ao que os outros precisam fazer. Mas, quando somos nós que temos que abrir mão de algum conforto, aí a coisa muda de figura.
Texto de Luiz Alberto Marinho, publicado na Revista Vida Simples, de abril/2010.
Lembrei-me dessa história outro dia, ao ler os resultados de um estudo sobre o uso de sacolas plásticas pelo comércio nacional. Você sabia que no ano passado nós utilizamos cerca de 15 BILHÕES delas? Isso significa que em 2009, cada brasileiro consumiu cerca de 66 sacos plásticos por mês. E, como você deve saber, o plástico é ALTAMENTE PREJUDICIAL ao meio ambiente, porque leva anos para se desintegrar.
A indústria do plástico se defende com pesquisas que mostram que 75% dos consumidores brasileiros reaproveitam sacolas plásticas para acondicionar lixo doméstico e 69% deles usam a embalagem para carregar outras compras. Tem ainda os que guardam sapatos, documentos e até os que recolhem fezes de animais com a ajuda das sacolinhas.
Da minha parte, estou convencido de que o esforço para estimular os consumidores brasileiros a reduzir o uso de sacos plásticos é inútil. E isso tem a ver com o DESCASO QUE TRATAMOS O PLANETA. Até as pessoas mais bem informadas sobre o meio ambiente se esquecem de sair de casa preparadas para trazer as próprias compras. Eu mesmo, outro dia, apesar de carregar uma mochila nas costas, aceitei um saco plástico no caixa de uma livraria. Só depois de sair da loja percebi que poderia ter poupado o planeta de mais um pedaço de plástico.
Isso ocorre porque nós, seres humanos não estamos dispostos a fazer a nossa parte para salvar a mãe natureza. A conveniência fala mais alto e pensamos que essa tarefa, afinal, deve ser encampada pelos governos e pelas empresas – não por nós. Essa atitude não aparece apenas nos supermercados.
Ano passado, pesquisa realizada pelo Ibope para saber o que os paulistanos pensavam sobre o Dia Mundial sem Carro revelou que apenas 45% deles estavam dispostos a apoiar a iniciativa. Outro estudo revelou que somente um terço dos cariocas participariam. O que se viu, entretanto, foi uma adesão ainda menor. As desculpas passam pela precariedade do transporte público, a insegurança das cidades e a pressa, entre outras.
Mas na verdade isso acontece porque estamos todos de acordo quando o assunto se refere ao que os outros precisam fazer. Mas, quando somos nós que temos que abrir mão de algum conforto, aí a coisa muda de figura.
Texto de Luiz Alberto Marinho, publicado na Revista Vida Simples, de abril/2010.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Minuto de Sabedoria

Procure não ler coisas desagradáveis e tristes, escândalos e desastres.
Leia e pense somente o que é bom e puro, belo e verdadeiro.
Afirme a si mesmo que estes são os únicos estados dignos de Deus e do homem.
Não converse sobre suas doenças, dificuldades ou pobreza;
Quanto mais falar nisso, mais as agravará.
Converse apenas sobre fartura e saúde, e viva com otimismo e alegria.
Leia e pense somente o que é bom e puro, belo e verdadeiro.
Afirme a si mesmo que estes são os únicos estados dignos de Deus e do homem.
Não converse sobre suas doenças, dificuldades ou pobreza;
Quanto mais falar nisso, mais as agravará.
Converse apenas sobre fartura e saúde, e viva com otimismo e alegria.
C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria
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